quarta-feira, 4 de maio de 2011

Sem Luis Fabiano e sem Marquinhos

Hoje a noite ambos times vão entrar desfalcados no duelo entre São Paulo e Avaí pela Copa do Brasil. Pelo time da casa, desfalcam os ótimos Luis Fabiano, Lucas e Rodolpho. Já pelo time catarinense são desfalques os briguentos do jogo contra o Botafogo que são o lateral Bruno, o habilidoso meia Marquinhos e o artilheiro Rafael Coelho.


São Paulo sem Luis Fabiano aposta no meio campo

O Tricolor deve vir a campo sem os três zagueiros mas com uma linha de 4 na zaga com Xandão atuando na lateral direita. O time de Paulo César Carpegiani deve atuar no mais provável 4-1-3-2 para tentar suprir a carência vista no ataque são paulino devido a ausência de Luis Fabiano, mais provavelmente substituido por Marlos.

Com Casemiro próximo a zaga tricolor, Carlinhos Paraíba terá liberdade para sair jogando com o auxílio do provável avançado Jean e o já adaptado na meia tricolor, Ilsinho. Assim através da liberdade no meio de campo, PCC visualiza a oportunidade de chegar mais ao ataque.

A mesma equipe sem mudança nos jogadores poderá atuar também no 4-4-2 com Jean ficando na marcação, constituindo assim uma equipe mais sólida, porém que dificilmente chegará ao gol. Uma última alternativa para Carpegiani que deve encarar o adversário no esquema 3-4-3 seria colocar um homem de área, provavelmente Henrique, usando tanto Ilsinho quanto Dagoberto para pressionar a área adversária. Para a entrada de Henrique o provável jogador a ser substituído seria o tão contestado Marlos.

O Avaí vem para marcar na frente

Diferente do que vem jogando, o time catarinense tenta ousar no Morumbi essa noite. O técnico Silas não revelou a escalação mas jogará muito provavelmente com 3 zagueiros. O avaí vai tentar ganhar o jogo marcando o meio de campo e armando a jogada com 3 atacantes ou 2 atacantes e um meia, constituindo um 3-4-3.

A tática arriscada também poderá ser um sólido 3-5-2 que exploraria a fraqueza do adversário, ou seja, as laterais de campo. O corajoso Silas prefere acreditar na força de seus 3 zagueiros para fazer um jogo ofensivo contra o tricolor. Contará com a ajuda dos já experientes Marquinhos Guerreiro e William, sendo o primeiro o capitão da equipe catarinense que tem dado consistência ao meio-campo e o segundo o atacante que deverá dar trabalho a Miranda e Alex Silva.

Outro destaque do time é o meia Jonathan Estrada que deverá abastecer o ataque, esse sem o seu artilheiro, Rafael Coelho suspenso na briga com o Botafogo.

Hoje tem libertadores

Grêmio e a missão impossível

Nada mais justo começar as análises das partidas dessa quarta pelo gaucho Grêmio, o clube brasileiro que tem o jogo mais difícil dessas oitavas-de-final. Após perder o jogo em casa por 2 x 1 e chegar a um número impressionante de desfalques (atualmente 7), sobrou para o Grêmio tentar ganhar a partida no talento do meio Douglas.

O Grêmio ensaia começar a partida no 4-4-2. Sem muitas opções, a escalação de Vilson, Adilson e Fernando para fechar o meio de campo funcionará dependendo da atuação da Universidade Católica. O adversário gremista desta noite pode vir como veio no primeiro jogo, ou seja, 4-2-3-1 o que combinaria com a tática gremista.

A outra opção é que o time chileno na intenção de segurar o resultado possa vir a campo com um 3-6-1, forçando o Grêmio a subir pelas laterais, o que prejudicaria o Imortal, já que com 3 jogadores atuando como volantes e apenas Douglas a frente, o Grêmio não conseguiria praticar outra jogada a não ser ligação direta da defesa para o ataque, perdendo completamente o meio-campo. O técnico Renato Gaúcho terá de prestar muita atenção aos primeiros minutos e se caso o adversário venha com 3-6-1, a melhor opção seria avançar Fernando que já provou ter algumas qualidades na saída de bola.

Um jogo estranho para o Internacional

O Internacional de Paulo Roberto Falcão vai ao Beira-Rio com algumas dúvidas hoje. Com o gol fora de casa, o Internacional pode empatar sem gols que está classificado. Falcão tem escalado a equipe sempre no 4-4-2 mas especialmente hoje pode pensar em uma equipe mais avançada para tentar matar o jogo.

Se escolher pelo tradicional 4-4-2 como vem fazendo, fará um jogo mais seguro com Guiñazu comandando o meio de campo, liberando Andrézinho ou Oscar para o jogo, assistindo o maestro D'Alessandro. Mas no 4-4-2 o Inter apesar de se mostrar eficiente, tem conquistado vitórias magras em jogos dificeis.

Para não repetir o sufoco do próprio Santos ontem a noite, o mais indicado seria o esquema 4-3-3 que foi inclusive testado pelo técnico no treino. Com Guiñazu ainda comandando o meio de campo mas colocando Andrezinho e Oscar em campo, o Inter seria mais ofensivo, segurando o jogo do meio campo para frente e não próximo a área como no esquema 4-4-2, podendo ser surpreendido pelo Peñarol.

Protegendo Ricardo Berna

O Fluminense tem uma missão simples essa noite, proteger o goleiro Ricardo Berna para evitar o susto da última quinta-feira. Será a missão do time carioca no esquema básico 4-4-2 ainda sem Deco se proteger para poder sair do Paraguai classificado. O Libertad deve ir à campo com a mesma formação, então bastará ao Fluminense consertar o erro do jogo no engenhão, não deixar a bola chegar facimente a meta de Ricardo Berna.

O treinador Enderson Moreira deverá usar da habilidade do bom Diguinho para entregar à Conca as melhores chances do Fluminense. Jogando no contra-ataque e esperto às ações do Libertad que deve concentar as jogadas do meio para as laterais, será o próprio Diguinho responsável por impedir uma boa atuação paraguaia. Se escalado, o ídolo Sérgio Aquino poderá concentar as jogadas paraguais pelo meio, importante jogo para Gum e Edinho que além de marcarem os atacantes deverão ficar atentos às sobras.

Cumprindo tabela

O Cruzeiro tem pela frente o já não tão perigoso Once Caldas. Muito diferente de 2004 quando foram campeões os colombianos não abusam mais da defesa o que era o ponto forte mas também não tem precisão no ataque.

O Cruzeiro também no básico 4-4-2 não deve ter dificuldades para passar pelos colombianos. Apesar do desfalque no ataque que não conta com Thiago Ribeiro nem Brandão, o Cruzeiro conta com ótimas bolas de Montillo servido o já carimbado Ortigoza que costuma aproveitar suas oportunidades.

Quem tem boa chance de marcar também é o novato Dudu que já mostrou habilidade. O Cruzeiro deposita então em Montillo e Roger mais uma chance de goleada esta noite, dificilmente se preocupará com o ataque colombiano que apesar de composto por Renteria e Dayro Moreno, não possui boas alternativas no meio campo para fazer a bola chegar a área Cruzeirense.

Sufoco desnecessário

Como dito no post anterior na análise pré-jogo, se o Santos escolhesse jogar no contra-ataque, colocaria a classificação em risco. Os 3 volantes ao contrário do prometido atuaram na marcação e não na armação, essa que seria a provável posição de Arouca. Combinado com uma contusão de Arouca e uma substituição por Possebom, o peixe no segundo tempo fechou o meio campo, forçando o adversário a usar as laterais e jogadas aéreas.

Muricy ainda tentou a mesma alteração que deu certo no sábado, tirando Zé Eduardo para a entrada de Bruno Aguiar, entretanto, nesta terça-feira o Santos não contava com Elano para fazer a ligação no meio de campo o que forçou no esquema 5 - 4 - 1 a subida dos laterais Jonathan e Léo, porém nas subidas os laterais não conseguiam chegar ao ataque, sem o apoio de um meia de ligação.

Substituição correta poderia facilitar o jogo

Se ao invés de trocar o seis por meia dúzia como foi com Arouca e Possebom, Muricy tivesse apostado em um meio campista como o novato Alan Patrick, o peixe poderia então ter qualidade na subida e fazer com que a bola finalmente chegasse a Neymar e Ganso, isolados no ataque. Ao contrário de sábado quando tinha Elano o Santos parou no meio de campo mexicano que descia pelas próprias laterais já dificultando as saidas de Léo e Jonathan.

Ao final a entrada de Alex Sandro poderia dar força ao meio, mas o jogador funcionou como um terceiro zagueiro para dar solidez a defesa, preocupada em não levar o gol que levaria o jogo às penalidades. O Santos passou de fase com ótima atuação do goleiro Rafael, mas poderia ser muito mais fácil.

terça-feira, 3 de maio de 2011

A missão do Santos

Nesta noite o torcedor santista pode esperar um jogo ao estilo do técnico Muricy, ou seja, de evitar qualquer possibilidade de tomar gol do time do América do México. Com a vantagem de 1 x 0 no jogo de ida e com a perda de Elano, o treinador deverá usar novamente o esquema 4-4-2 com a entrada de Adriano no lugar de Elano.

Usando do apoio dos laterais Jonathan e Léo, o elenco santista contará com 3 volantes. Muricy ainda tentou explicar em entrevistas que apenas Adriano funcionaria como volante de marcação enquanto Danilo e Arouca seriam liberados para ajudar Paulo Henrique Ganso na armação, abastecendo o ataque composto por Neymar e Zé Eduardo. Ilusão tática a parte, somente os zagueiros e Adriano então seriam responsáveis por parar o ataque do América que esta noite deve contar com 3 atacantes em um esquema 4-3-3.

Ganhando o jogo no meio-campo

O santos deve tentar esta noite ganhar o jogo no meio-campo, igual fez com o São Paulo no jogo válido pela semi-final do Campeonato Paulista. O time do América embora venha com 3 atacantes, conta somente com o habilidoso argentino Montenegro na armação do time. A decisão acertada, mesmo que provocada pela lesão de Elano, trará o volante Adriano para tentar conter as investidas de Montenegro em uma marcação individual.

A escalação de 3 volantes por Muricy pode ser decisiva para o resultado do jogo. Trancando o meio campo e impedindo o avanço do time mexicano, o elenco do peixe forçará o adversário a fazer o jogo aéreo, curiosamente o ponto fraco do alvinegro. Caberá então aos laterais Léo e Jonathan impedirem os avanços pelas laterais.

O Santos decidirá o seu rumo na Libertadores na escolha do posicionamento em campo, se escolher jogar no contra-ataque como é comum aos visitantes em uma competição de tal porte, colocará em risco a classificação, mas se escolher comandar a partida pelo meio de campo, dará à Ganso o suporte necessário para colocar Neymar e Zé Eduardo na cara do gol.

Faltou zagueiro para o Real Madrid

Nos dois jogos disputados pela Champions League, a superioridade já esperada pelo clube catalão prevaleceu sobre uma frágil defesa madrilenha. Enquanto o Barcelona bem armado com Villa, Xavi, Iniesta e Messi infernizava, a defesa do Real não contava com bons defensores, pelo menos não bons o suficiente.

Ricardo Carvalho e Pepe não foram capazes de dar uma base sólida ao Real Madird, forçando José Mourinho a armar um time caracterizado pela atitude defensiva. Podemos considerar este tipo de armação um possível erro, mas que não reservava maiores opções para o treinador português. Sem base sólida no esquema defensivo, o Real isolou Cristiano Ronaldo e Di Maria, hora Kaka, hora Ozil e também os atacantes Higuain e Adebayor.

A carga pesou para o pouco habilidoso Lassana Diarra e o meio campista Xabi Alonso. Sem um setor esquerdo e Marcelo sem apoio o Real parou no ataque do Barcelona. Ao contrário do que era esperado a bola dificilmente chegou ao ataque, facilitando a vida do habilidoso e certamente melhor jogador de ambas partidas, Lionel Messi.

O zagueiro que faltou e como isso mudaria o esquema

O Real Madrid contou com zagueiros muito pontuais. Jogadores que costumam esperar o jogador tocar na bola para tentar desarmá-lo. Em um jogo contra Messi, o zagueiro mais indicado seria aquele que se adianta a jogada, habilidade esta que faltou aos jogadores de Madrid.

O resultado já previsível aconteceu, vários jogadores merengues amarelados e sempre em faltas em Messi ou Pedro. Com o zagueiro certo, o Real forçaria o Barcelona a buscar outras alternativas ofensivas sendo essas as laterais, jogo aéreo e toque de bola. Pelo jogo aéreo o Real Madrid levaria vantagem, equilibrando um pouco mais o confronto, dando melhores chances de contra-ataque. No ano passado, Mourinho contava com o ótimo setor defensivo da Inter de Milão composto por Maicon, Lucio, Samuel, Chivu, Stankovic e Thiago Motta. Aonde mesmo jogando apenas no contra ataque o armador Sneijder teve a importância que faltou a Xabi Alonso.

Vale a pena destacar que José Mourinho hesitou demais entre Ozil e Kaka, a última partida mostrou que os dois deveriam ter participado do decisivo confronto enquanto Di Maria poderia ter esquentado o banco, apesar do passe para o único gol do Real marcado por Marcelo, o meia não empolgou e abusou das bolas de três dedos alçadas na área, facilmente interceptadas por Piqué ou Puyol.

domingo, 1 de maio de 2011

O nó de Muricy

Para muitos são paulinos fica difícil entender como um time que tinha boas chances de vencer, praticamente ruiu aos gols do Santos. Já para os santistas, a classificação pareceu muito mais fácil do que o primeiro tempo dificultava. Mas o que mudou para que o tricolor levasse 2 gols do peixe e sucumbisse ao seu esquema pouco objetivo? A resposta não poderia ser mais simples: Muricy Ramalho.

Casemiro e o primeiro tempo

O São Paulo, curiosamente criado por Muricy, atuava com 3 zagueiros responsáveis pela marcação de Neymar e Zé Eduardo, sempre tendo ao menos um na sobra. Bem colocado e o melhor jogador do primeiro tempo, o volante Casemiro conseguiu anular o camisa 10 santista. Ganso não teve muito espaço para trabalhar e as chances do Santos se basearam em erros da defesa são paulina somados à habilidade de Neymar.

Enquanto Casemiro controlava o meio campo, apesar dos sustos tomados, o time da casa fazia um pouco mais de pressão e por pouco também não chegou a abrir o placar, devido a falta de um homem de área. O São Paulo funcionando apenas com Dagoberto como meia atacante e sem referência na grande área, parou em um bom posicionado Edu Dracena.

O nó de Muricy no intervalo
Muricy resolveu o clássico com as alterações no intervalo, curiosamente contrariando uma das reclamações de seu ex-time, demorar muito para realizar substituições. O técnico do peixe tirou um apagado Zé Eduardo e colocou um terceiro zagueiro, podendo assim liberar o meio de campo santista, bom para PH Ganso que funcionou praticamente como atacante ao lado de Neymar e Elano.

Sem a marcação de Casemiro, devido a ter se adiantado, Ganso passou a ser responsabilidade dos 3 zagueiros tricolores. O resultado não poderia ser outro, Casemiro caiu de rendimento por perder a sua função em campo, a bola não parava mais no meio de campo, chegando com facilidade ao ataque santista aonde 3 habilidosos jogadores não tiveram problemas para enfrentar a fragilidade de Xandão e desatenção de Alex Silva. Com as jogadas baseadas da esquerda para direita, sempre às costas de Xandão, não demorou para Ganso servir Elano, e este abrir o placar para o peixe.

Nó tático realizado, o treinador Paulo César Carpegiani, tardiamente e erroneamente tirou Casemiro, tentando forçar o empate com um fraco Fernandão. Ainda sem força ofensiva e com o meio de campo desta vez totalmente aberto, não demorou para o Santos ampliar o placar e enterrar de vez o tricolor.

O erro de Paulo César Carpegiani
Além de demorar para realizar a substituição e perceber que levara um nó tático, PCC o fez de forma errada. O mais indicado para a situação seria tentar acompanhar as mudanças de Muricy, tirando um péssimo Xandão e colocando Casemiro para marcar Ganso atuando como terceiro zagueiro.

No lugar de Xandão um provável reforço seria o garoto Henrique, cortado pelo treinador para a entrada de Fernandão no banco de reservas. Voltando a anular PH Ganso, o São Paulo teria mais liberdade e daria chances ao inspirado Carlinhos Paraíba desenvolver boas jogadas, podendo chegar ao ataque.