quarta-feira, 4 de maio de 2011

Sufoco desnecessário

Como dito no post anterior na análise pré-jogo, se o Santos escolhesse jogar no contra-ataque, colocaria a classificação em risco. Os 3 volantes ao contrário do prometido atuaram na marcação e não na armação, essa que seria a provável posição de Arouca. Combinado com uma contusão de Arouca e uma substituição por Possebom, o peixe no segundo tempo fechou o meio campo, forçando o adversário a usar as laterais e jogadas aéreas.

Muricy ainda tentou a mesma alteração que deu certo no sábado, tirando Zé Eduardo para a entrada de Bruno Aguiar, entretanto, nesta terça-feira o Santos não contava com Elano para fazer a ligação no meio de campo o que forçou no esquema 5 - 4 - 1 a subida dos laterais Jonathan e Léo, porém nas subidas os laterais não conseguiam chegar ao ataque, sem o apoio de um meia de ligação.

Substituição correta poderia facilitar o jogo

Se ao invés de trocar o seis por meia dúzia como foi com Arouca e Possebom, Muricy tivesse apostado em um meio campista como o novato Alan Patrick, o peixe poderia então ter qualidade na subida e fazer com que a bola finalmente chegasse a Neymar e Ganso, isolados no ataque. Ao contrário de sábado quando tinha Elano o Santos parou no meio de campo mexicano que descia pelas próprias laterais já dificultando as saidas de Léo e Jonathan.

Ao final a entrada de Alex Sandro poderia dar força ao meio, mas o jogador funcionou como um terceiro zagueiro para dar solidez a defesa, preocupada em não levar o gol que levaria o jogo às penalidades. O Santos passou de fase com ótima atuação do goleiro Rafael, mas poderia ser muito mais fácil.

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